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O LOLLA DO UNDERGROUND: MU540, ALÍRIO, IDLIBRA E ENTROPIA NO FESTIVAL

  • há 2 dias
  • 4 min de leitura

Sentando com a Vetor Magazine, os quatro artistas estão dentre alguns dos nomes que representam o underground nesse, que é um dos maiores festivais do Brasil.


Texto e entrevista por Pedro Paulo Furlan


O Lollapalooza de 2026 foi eleito na internet como um dos melhores line ups dos últimos anos - e dentro desse line, o festival conta com diversos artistas do underground. A entrada no festival é uma prova das proporções que a cena underground brasileira tem tomado, tanto nacionalmente quanto internacionalmente.


IDLIBRA, Alírio, MU540 e Entropia, que irão tocar no Palco Perry's, sentaram com a Vetor Magazine para falar sobre a importância do Lollapalooza, as histórias pessoais que tem com o festival e sobre o crescimento da cena underground.


IDLIBRA


Fotografia por UHGO


Nascida em Pernambuco, IDLIBRA é um dos maiores nomes advindos das festas recifenses. Levando sua nordestinidade para a música, a artista casa sonoridades clássicas do eletrônico com o rap e o funk, além de incluir instrumentação e sonoridades da cultura pernambucana.


“Estar no Lolla, para mim, é a realização de coisas que eu sempre sonhei. Acho que, nesse mundo da música, a gente acaba perdendo um pouco os sonhos ao longo do processo porque a gente se depara com a realidade, com o mercado e com como as coisas são na prática, então mesmo depois desses anos e de tocar em lugares fora do Brasil, festas incríveis, em Recife, no Nordeste brasileiro, um lugar que tenho forte conexão - ir para o Lolla, acho que é o fruto de todo esse processo, toda essa caminhada. 


Ao mesmo tempo que eu tenho certeza de que o que eu preciso fazer agora é continuar dando conta do desafio de ser fiel a mim mesma, fiel ao que já faço, fiel ao que eu sou e pleitear isso como o que eu tenho de mais valioso agora no palco do Lolla”.


Para conhecer: EP "Contracurra”



ALÍRIO


Fotografia por Anthony Araújo


A produtora mineira e co-fundadora da label Tandera Records é um dos nomes mais conhecidos pelo underground do Brasil, sendo residente em espaços como a Mamba Negra. Alírio é uma criadora de ambientes, curadora de vibes e desenvolvedora de narrativas, contando uma história com o seu set.


“Para mim, é muito especial porque foi o Lolla que me levou a conhecer São Paulo. A primeira vez que fui para SP foi em 2014, eu ainda não era DJ, não tocava, lembro de ter um momento muito mágico no set do Major Lazer. Assim, nunca passou pela minha cabeça estar nesse line 12 anos depois, representando a cena, então é muito mágico, é um full-circle moment, estou muito feliz.


Tem um fato engraçado, que eu era muito fã da Marina, engraçado e triste, e fui principalmente por causa dela em 2014 e estava no trem, indo para o autódromo, no sábado, que era o dia que ia ter o show dela, eu fico sabendo que ela cancelou. Foi todo aquele drama de fã, chorando e tal, e agora estou num festival dividindo line com ela! E lembro que foi exatamente no momento que seria o show dela que fui ver o Major Lazer e se ela tivesse cantado eu não teria ido, então, é um movimento cíclico mesmo, muita loucura". 




MU540


Fotografia por Caique Tavares


Peça original do underground, Mu540 é um DJ que abraça o mainstream também, estendendo seus braços em produções para o funk, rap, trap e mais. Conhecido por seu trabalho de alta rotatividade e ampla diversidade, o produtor da Baixada Santista mostra um lado diferente do underground - tocando tanto na edição brasileira do festival, quanto na indiana.


"Já é uma honra imensa participar do Lolla aqui no Brasil, é a primeira vez que toco na line do festival e é fruto de todo o corre que tive ao longo da minha carreira. Mas poder representar o Brasil no Lolla Índia? É literalmente expandir meus horizontes. 


Levar meu som para tão longe e conectar com um público novo mostra como a música de favela é especial, e sei que represento toda uma comunidade quando me torno um dos principais expoentes da música eletrônica e do funk brasileiro. Tô contando os dias tanto para Mumbai quanto para o Autódromo de Interlagos”.




ENTROPIA


Fotografia por Xana


Projetando um set audiovisual para o Lolla, ENTROPIA é um DJ e produtor pernambucano, além de parte do grupo Teto Preto, um dos maiores nomes na música eletrônica alternativa do país. ENTROPIA percorre diferentes vertentes da eletrônica e constrói um som que é só dele durante seus sets, buscando criar um ambiente 100% imersivo.


“Eu comecei a produzir música eletrônica muito novo e - para quem não sabe, sou pernambucano - quando cheguei em São Paulo, em 2013, 2014, eu fui recebido de braços abertos pela cena e, principalmente pela Mamba Negra. Foi fundamental para a gente construir entre tantas mãos o que hoje chamamos de música eletrônica brasileira, a gente ocupa há muitos anos palcos do mundo inteiro com nossa identidade, e esse palco do Lolla só reflete isso. 


Para mim, fazer parte desse lineup é validação do trampo que venho construindo há tantos anos. Quem me conhece como produtor sabe que eu colaboro com muitos artistas, mas, sabe que, há algum tempo, venho focando muito na minha carreira solo e no meu projeto autoral, então tenho feito cada vez mais um sonho que me representa, que representa minhas raízes, minha cidade Recife, e esse movimento tem rendido muitos frutos. Às vezes a gente sai do país e sente que é mais valorizado lá fora do que aqui, e acho que esse convite vem para trazer essa esperança, de que sim, a gente pode construir uma cena aqui no Brasil, na América Latina”.


Para conhecer: “My 303 Goes Like”



 
 
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